Continuando a desmontagem para iniciar o trabalho na carroceria continuamos a constatar a espantosa falta de corrosão que só pode ser explicada pelo facto deste carro ter estado mais de 30 anos dentro de uma garagem e protegido dos rigores do tempo.
Mesmo nas zonas mais escondidas tudo o que encontramos é a subcapa de cor acastanhado e um isolante à base de alcatrão que era usado na época e que vai revelar-se muito trabalhoso de tirar. Para além disso a tinta que foi dada por cima disto tudo ao longo dos anos. Podemos constatar também algumas aldrabices no sistema elétrico como pode ver-se nas mangas de plástico cor de laranja a sair da frente, com fios de electricidade de construção civil e caixas de junção usadas nos candeeiros da época.
Em face deste cenário optimista, optamos por abrir pequenas janelas nas cavas das rodas para espreitar para dentro das embaladeiras. Apesar de terem passado 46 anos o que encontrámos foi sujidade na forma de lamas secas e ferrugem superficial que podia ser facilmente limpa com o jacto de arreia e sopro de ar comprimido, para seguidamente isolar a chapa com materiais modernos. Se entrou água durante o tempo que foi usado na estrada, também saiu e não fez estragos. Nunca vi nenhum assim e duvido que quem tem experiência de restauro deste tipo de carros, tenha alguma vez visto. Assim mais uma vez este MG vai conservar a sua chapa original não sendo necessário substituir nada.