Continuando o trabalho na carroceria do C, após as correcções de chapa feitas a propósito de uma antiga batida na frente esquerda mal reparada e pequenos alargamentos para poder levar rodas mais largas e que era necessário anular, chegou a hora de limpar a chapa de todos os materiais agarrados.
Pudemos constatar neste processo, que originalmente, a carroceria depois de montada era toda pintada com um primário cor de tijolo, que chegava mal às zonas mais escondidas como se pode ver nalgumas fotos. Por cima deste material e em toda a parte de baixo do carro e cavas das rodas, era aplicado um isolante macio de cor preta, que o jacto de areia não conseguia remover por ser mole e que teve que ser retirado com um solvente (diluente) até expor novamente o primário.
Nas cavas das rodas para além deste material, alguém também já tinha pintado.
Apesar do enorme trabalho que deu retirar todo este “alcatrão” negro, foi com enorme satisfação que pudemos constatar que a chapa por baixo estava como tinha deixado a fábrica. Sem qualquer corrosão mesmo nos sítios mais difíceis, onde habitualmente se aloja lama e humidade. Incrível mas de facto só encontrámos o primário e algumas pequenas moças.
Os fundos estavam todos excelentes apesar de pequenas moças normais do tempo em que foi usado regularmente.
Estava tudo lá, mesmo as mais pequenas aplicações de chapa para os diversos componentes. Por vezes pequenos painéis, mais aplicações, constituindo vários níveis de chapa soldados uns sobre os outros, que com o tempo habitualmente apodreciam até desaparecer deixando enormes buracos, que se tivessem que ser substituídos dificilmente ficariam como originalmente.
Este carro será um caso raro por ficar com practicamente toda a sua chapa original, exactamente como foi construido.
A seguir foi a limpeza até só ficar a chapa completamente nua de qualquer material.
Para isso escolhemos um dia bem seco de verão.